Em céus vermelhos, o oceano aberto
no Apocalipse, tudo em mim
normal, tudo sem fim
Em oceanos escarlates, nada mais certo
Tudo sem fim, a àgua escorre
A dor, e no meio Platão
a felicidade, besta no chão
"Tudo é o fim", e morre
O monólogo dos diademas
essa é a humanidade ao seu máximo
como se um beijo fosse ácido
O monólogo é meu, mas.
Do Romani, velhos ciganos
Do Português, surrados humanos
Do futuro, nada foge
do Demônio Vida,
olhos azuis de ferida
Só resta súplica, ode
E aqueles olhos azuis,
que já foram oceanos abertos
agora são pingos cobertos
Pela vergonha, Anubis.
Tempos e vidas estão agora
onde todos vão embora
Porque o olho as veta.
Tempos se passaram
desde que tiraram
Aqueles olhos da minha gaveta.
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