quarta-feira, 23 de maio de 2007

Monólogo dos 42 Meses da Besta dos meus Olhos

Em céus vermelhos, o oceano aberto
no Apocalipse, tudo em mim
normal, tudo sem fim
Em oceanos escarlates, nada mais certo

Tudo sem fim, a àgua escorre
A dor, e no meio Platão
a felicidade, besta no chão
"Tudo é o fim", e morre

O monólogo dos diademas
essa é a humanidade ao seu máximo
como se um beijo fosse ácido
O monólogo é meu, mas.
Do Romani, velhos ciganos
Do Português, surrados humanos

Do futuro, nada foge
do Demônio Vida,
olhos azuis de ferida
Só resta súplica, ode

E aqueles olhos azuis,
que já foram oceanos abertos
agora são pingos cobertos
Pela vergonha, Anubis.

Tempos e vidas estão agora
onde todos vão embora
Porque o olho as veta.

Tempos se passaram
desde que tiraram
Aqueles olhos da minha gaveta.

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